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China não vê crise sistêmica

Por
Oliver Imhof Chwang
Publicado: Oct 17, 2021, 23:21 GMT+00:00

Após um bom tempo sem se manifestar a respeito da crise provocada pelas incorporadoras, em especial, pela Evergrande, o Banco Central chinês disse que não vê chances de uma crise sistêmica.

Sede do BC chinês, em Pequim
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Segundo o BC chinês, a instituição está ciente dos problemas com a Evergrande, e acredita que o problema com a incorporadora é controlável.

Essa manifestação trouxe alívio aos mercados, uma vez que o BC chinês não vinha comunicando o fato, coisa que traz bastante preocupação aos mercados.

Resultado disso foi perceptível na própria cotação do USD/BRL. Vindo de valorização, o USD/BRL registrou queda de 0,99% fechando a R$ 5,46.

Bolsas pelo mundo fechando em alta

E não foi só o dólar, o Ibovespa fechou em alta de 1,29%, o S&P 500 encerrou o dia em alta de 0,75% e o Shanghai Composite terminou o dia 15 com alta de 0,40%.

Vale destacar que no Brasil há formas de investir em índices chineses, como é o caso do MSCI China.

O ETF que representa o índice aqui no Brasil é o XINA11, e o mesmo terminou o dia 15 estável, mas nos últimos cinco dias, o ETF vem se valorizando em mais de 2%.

Ainda sobre o ETF, o mesmo vem se recuperando após chegar ao patamar dos R$ 8,58 a cota. Agora XINA11 e cotado a R$ 9,40.

Com uma possível solução para as incorporadoras chinesas, o ETF XINA11, como demais índices de ações chinesas, têm grande possibilidade de se valorizarem e recuperarem boa parte de suas perdas ao longo desses últimos meses.

Lembrando que o ETF XINA11 já chegou a bater a cotação dos R$ 12,85 ainda em 2021. Se o ETF voltar ao mesmo valor, isso significa que o fundo pode entregar uma valorização de mais de 36% (para aqueles que investirem na cota a R$ 9,40). Oportunidade interessante.

Melhora do cenário externo pode colaborar com a queda do dólar?

Pode sim. Com a redução das tensões referentes a uma eventual crise na China, os investidores podem arriscar mais e investir em países como o Brasil, considerados emergentes.

Assim, a maior circulação de dólares por aqui, só tem a influenciar positivamente o Real perante o Dólar.

Essa movimentação tende a contribuir para o controle da inflação e até a redução. Uma vez que o dólar fique mais “barato” é provável que os produtos cotados na moeda norte-americana também se tornem mais baratos.

Inclusive os ativos vão ficar mais atraentes, como é o caso do próprio dólar, o Bitcoin, ouro e demais investimentos.

O ETF IVVB11, que segue o índice S&P 500, pode ficar mais em conta, caso haja queda do dólar.

Todos os ativos mencionados acabam sofrendo com a influência do dólar e, portanto, mesmo que o preço do Bitcoin, S&P 500 ou do ouro caia, se o dólar sobe, tais índices e ativos aqui no Brasil se valorizam.

Sobre o Autor

Oliver é formado em ciências contábeis pela UNIVALI (Universidade do Vale do Itajaí).Além da contabilidade, Oliver se tornou investidor. a primeira experiência no mercado de capitais foi investindo no tesouro direto, comprando uma ltn (letra prefixada). a partir de 2010, Oliver foi ampliando sua carteira e aumentando o conhecimento em investimentos.

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