O petróleo vem fazendo um movimento de baixa nesta quinta-feira, dia 21 de outubro, o que parece na verdade ser um dia de folga para os compradores. No gráfico, o que se observa é uma tendência forte de alta, e a queda de hoje está longe de indicar a reversão dessa tendência.
O Petróleo Brent vem trabalhando em um canal de alta desde meados de agosto. O ativo veio subindo com força e alcançou uma região de topo deixada em outubro de 2018. Depois de ter rompido este topo, o petróleo recuou um pouco, armando um pivô de alta. Na sequência, o ativo voltou a subir acionando o pivô e indo em busca do primeiro alvo.
Ontem o petróleo subiu novamente e tocou novamente no primeiro alvo. Hoje, no entanto, vem caindo e está se segurando no suporte oferecido pela região de topo, representada no gráfico pela linha tracejada em amarelo.
Uma vez que o ativo segue trabalhando dentro do canal de alta, não seria possível dizer que essa queda terá continuidade. Pelo contrário, o que a análise técnica sugere, é que este movimento seja apenas uma correção, para a continuidade da alta na sequência.
O contrato futuro do petróleo WTI também vem trabalhando dentro de um canal de alta há várias semanas. No início de outubro o ativo acionou um pivô de alta no gráfico semanal, que tem como terceiro alvo a região de preços que o petróleo estava em 2014.
Apesar de o preço do contrato futuro ter subido com força após acionar o pivô semanal, o preço ainda não alcançou sequer o primeiro alvo. Contudo, nos últimos dias o ativo vem trabalhando acima da linha central do canal, indicando que a pressão compradora continua forte.
Apesar da queda de hoje, o ativo continua trabalhando próximo ao topo. Isto sugere que, caso ocorra um novo movimento de alta, o ativo alcance o primeiro alvo projetado pelo pivô.
O que o gráfico mostra é uma forte tendência de alta, tanto para o petróleo Brent, quanto para os contratos futuros do WTI.
Para que fosse possível dizer que a tendência será revertida, os ativos precisariam perder os canais de alta nos quais vêm trabalhando e formar um padrão de reversão. Isto porque, é possível que após esse forte movimento de alta, os ativos passem a trabalhar de lado, fazendo com que saiam do canal. Entretanto, ainda assim, depois de alguns dias, a tendência de alta volte a mostrar força, fazendo os preços subirem novamente.
Anderson é Mestre em Engenharia Mecânica pela UFSC, mas desde 2015 vem estudando e trabalhando com o mercado financeiro, a partir de 2019 passou também a atuar como educador financeiro ajudando outras pessoas a aprenderem técnicas e estratégias para se conhecerem e tirarem o melhor proveito do mercado. Apaixonado pela leitura, ela já leu centenas de livros relacionados ao mercado financeiro e desenvolvimento pessoal.