Após um movimento de correção em setembro, o índice Nasdaq voltou a subir em outubro e rompeu novamente o topo histórico. O mês de novembro começa com o índice americano alcançando novas máximas, mas até onde o ativo pode ir?
É interessante observar, no gráfico diário, o comportamento do índice Nasdaq desde o início da pandemia, para entender a dinâmica de preços.
No final de fevereiro de 2020 o índice americano começou a cair. Quando tocou na média móvel de 200 períodos, fez um pequeno movimento de alta, mas voltou a cair na sequência. Uma vez que o pivô de baixa foi acionado, o ativo foi em busca do terceiro alvo projetado.
Depois que o índice americano superou a média de 200, passou a trabalhar dentro de um canal de alta, e no início de junho de 2020 voltou à região de preços em que estava antes da pandemia.
Depois que o ativo rompeu o topo deixado antes da pandemia, foi feita uma projeção tendo como base o primeiro movimento de baixa causado pela pandemia. É interessante observar que o ativo continuou trabalhando dentro do canal de alta até alcançar o terceiro alvo desta projeção.
Traçando as retrações de Fibonacci sobre o movimento de alta realizado após o rompimento do topo pré-pandemia, é visto que o ativo fez um movimento de correção até a região dos 61,8%
Depois de testar duas vezes o suporte, o índice voltou a subir e em dezembro de 2020 rompeu novamente o topo histórico. Em meados de fevereiro o ativo iniciou um novo movimento de correção, que desta fez regrediu até a retração de 50% do movimento de alta.
Após fazer fundo, o índice Nasdaq foi novamente em direção ao topo e fez mais um forte movimento de alta até setembro de 2021.
Traçando novamente as retrações de Fibonacci sobre o movimento de alta, é visto que a correção foi feita apenas até a retração de 38,2%. Este comportamento pode dar a entender que o ativo está ganhando força, pois os movimentos de correção estão se tornando menores.
Como observado no gráfico, no início de outubro o índice americano fez fundo e começou a subir. No último pregão do mês, dia 29/10, o topo histórico foi novamente rompido. Deste modo, é interessante avaliar os movimentos de impulso, para projetar até onde o ativo pode ir desta vez.
No segundo gráfico, foi mostrado que após romper o topo pré-pandemia, o índice Nasdaq subiu até o terceiro alvo projetado pelo primeiro movimento de baixa. Este topo foi formado em setembro de 2020.
Depois que formou o topo, o ativo ficou cerca de três meses consolidado, trabalhando dentro de um retângulo. Quando o retângulo foi rompido, em dezembro de 2020, o ativo subiu até o alvo de 100% da figura.
Em meados de fevereiro, foi realizado um novo movimento de correção. Quando o topo foi rompido, o pivô de alta foi acionado. A projeção deste padrão mostra que o índice foi novamente até o alvo de 100%.
Avaliando todo esse contexto, é cabível fazer uma projeção do movimento de correção realizado em setembro. Desta forma, seria possível estimar onde o ativo pode chegar neste novo movimento de alta que vem realizando.
Conforme observado, o alvo de 100% da projeção do movimento de baixa levaria o ativo até os 17 mil pontos.
Com toda a força que o mercado americano vem mostrando e os padrões gráficos que os ativos vêm deixando, existe uma grande probabilidade de que o índice Nasdaq faça um novo movimento de alta até a região dos 17 mil pontos, conforme projetado pelo pivô.
Anderson é Mestre em Engenharia Mecânica pela UFSC, mas desde 2015 vem estudando e trabalhando com o mercado financeiro, a partir de 2019 passou também a atuar como educador financeiro ajudando outras pessoas a aprenderem técnicas e estratégias para se conhecerem e tirarem o melhor proveito do mercado. Apaixonado pela leitura, ela já leu centenas de livros relacionados ao mercado financeiro e desenvolvimento pessoal.