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O Que É Um Backtest No Trading Automático E Para Que Serve (Continuação)?

Por : 
Nelson Dias
O Que É Um Backtest No Trading Automático E Para Que Serve (Continuação)?

Tal como referido no artigo da edição anterior iremos dar continuidade à leitura de um backtest, desta vez, analisando os principais pontos que devemos

Tal como referido no artigo da edição anterior iremos dar continuidade à leitura de um backtest, desta vez, analisando os principais pontos que devemos ter em consideração no momento de tomadas de decisões para eventualmente levarmos a nossa operativa ao mercado.

Vamos usar como exemplo o backtest infra, e os principais pontos aos quais devemos dar especial atenção para o interpretarmos corretamente (para além dos já referidos na edição anterior) encontram-se destacados:

  • Lucro líquido total

É a rentabilidade líquida (já com o spread, comissões, taxas e swaps descontados) simulada que a operativa em causa teria produzido no intervalo de tempo definido (2008.01.01 – 2018.01.01). Neste caso estamos perante um backtest de 10 anos e que utiliza sempre a mesma lotagem, o que poderá facilitar os nossos cálculos da rentabilidade sobre o capital inicial. Vejamos que esta operativa diz-nos que seria capaz de produzir 234,88% do capital inicial, o que representaria 23,48% ao ano.

  • Rebaixamento absoluto (Drawdown)

Este é considerado pela grande maioria dos Traders o seu maior inimigo. Num backtest é particularmente importante para definirmos até onde poderemos estar dispostos a ir em termos de valores negativos, tornando-se por isso muito importante e útil na medida em que nos vai ajudar a definir a lotagem exata a utilizar na estratégia. Muitos Traders aqui focam-se apenas no valor percentual (3,76%) mas o valor em termos absolutos ($1.116,97) assume maior importância. Ora vejamos… vamos assumir que começamos a operar numa conta de $10.000,00, tal como a do backtest, e que entramos imediatamente em drawdown:

– Se olharmos apenas para o valor percentual, para os 3,76%, era suposto e previsível atingirmos apenas um drawdown máximo de $376;

– Por outro lado, se nos focarmos no valor absoluto (o que realmente poderá acontecer), o backtest diz-nos que em algum momento no passado a operativa atingiu um valor de $1.116,97, o que se traduzirmos para percentagem equivale a 11,17% do capital inicial!

Neste exemplo fica bem patente a importância de utilizarmos o valor absoluto em detrimento da percentagem.

  • Negociações com perda

Valor líquido máximo em $ que a operativa perdeu. À semelhança do drawdown, este campo também é muito útil para estipular o valor máximo das perdas que um Trader estará disposto a assumir e, através delas, à semelhança e simultaneamente com o drawdown, definir também as lotagens.

  • Total de negociações

É o número total de operações efetuadas pela estratégia.

Este é um pormenor muito importante que nos permite averiguar se o número aqui apresentado está ou não de acordo com a família da operativa em análise. Por exemplo, no caso deste backtest se calcularmos a média de operações mensais feitas pela operativa vemos que são cerca de 6,72 (806 operações : 10 anos : 12 meses). Com este valor podemos concluir que possivelmente estamos perante uma operativa tendencial em vez de uma scalper que por norma efetua muitas mais operações ao mês.

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Por Nelson Dias.

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