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Padrão de reversão no Ibov.

Por
Anderson Rohweder
Publicado: Oct 26, 2021, 10:59 GMT+00:00

Depois de uma semana de forte queda, o Ibovespa tem um dia de alta nesta segunda-feira, dia 25. Observando o gráfico diário do índice futuro, fica evidente a existência de um forte padrão de reversão.

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O Índice Bovespa (Ibov) vem trabalhando dentro de um canal de baixa desde junho deste ano. Nas duas primeiras semanas de outubro, o ativo começou a dar sinais de que, finalmente, poderia voltar a subir. Ou pelo menos, entrar em uma consolidação e não cair mais.

Entretanto, na semana passada, devido às incertezas políticas e fiscais, o índice Bovespa teve sua pior semana desde a pandemia, em março de 2020.

Na sexta-feira, dia 22, o Ibov chegou a cair 4,53%, mas se recuperou e acabou fechando em queda de apenas 1,34%. Ontem, dia 25, o ativo subiu 2,28% e voltou a trabalhar acima do fundo perdido, entrando novamente na região de consolidação.

O índice futuro mostra um padrão de reversão.

No gráfico do índice futuro, o cenário se mostra mais interessante. Com os movimentos realizados nos dias 21, 22 e 25, o ativo formou um padrão conhecido como “estrela da manhã”. Trata-se de um padrão de reversão muito forte, principalmente quando ocorre em uma região de fundo.

Conforme mostrado no gráfico, o índice futuro já havia testado por duas vezes a região de fundo. Desta vez, o ativo chegou a perder essa região, mas voltou logo na sequência deixando o padrão de reversão. Desta forma, o mais provável é que o ativo volte a trabalhar dentro da consolidação.

Se acaso hoje o índice futuro fizer um novo movimento de alta, provavelmente alcançará a média móvel de 20 períodos e estará formando assim um padrão conhecido como “breakout”. Neste padrão, o ativo permanece trabalhando dentro de um retângulo, fazendo movimentos para cima e para baixo da média de 20. Ou seja, o que se espera para os próximos dias é que o índice futuro fique trabalhando dentro da região entre os 108 e 116 mil pontos.

Se por um lado, com o S&P voltando a fazer novas máximas, o índice ganha força para subir, por outro lado, com as incertezas políticas e fiscais, quem ganha força são os vendedores. Em uma condição como esta, o mais provável é que o ativo permaneça por mais algum tempo em consolidação.

Sobre o Autor

Anderson é Mestre em Engenharia Mecânica pela UFSC, mas desde 2015 vem estudando e trabalhando com o mercado financeiro, a partir de 2019 passou também a atuar como educador financeiro ajudando outras pessoas a aprenderem técnicas e estratégias para se conhecerem e tirarem o melhor proveito do mercado. Apaixonado pela leitura, ela já leu centenas de livros relacionados ao mercado financeiro e desenvolvimento pessoal.

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