Boa fase não imuniza de obrigações ambientais
No dia 3 de janeiro de 2009, a primeira Bitcoin (BTC) foi minerada. Daí em diante, sobretudo com o nascimento da Ethereum (ETH) e suas derivadas, tanto o volume de mineração quanto os ativos que podiam ser gerados pela atividade tomaram proporções gigantescas.
Chegando a novembro de 2021, é provável que as criptomoedas vivam agora o melhor momento de sua ainda jovem história, respondendo pouco a pouco às dúvidas de capacidade e confiabilidade em sua aplicação prática. Não é absurdo pensar que a alta pode ser ainda maior em breve, uma que o movimento de alta responsável pela quebra da barreira dos US$ 3 trilhões totais existentes no mercado de criptos segue com fôlego considerável.
Contudo, para que esse movimento fique mais próximo ainda de se estabelecer junto às tecnologias de economia e serviços em grande escala, o problema do alto gasto energético na mineração deve ser sanado o quanto antes.
Pesquisadores da Universidade de Cambridge estimam que anualmente, entre 115 e 130 terawatts/hora sejam consumidos somente para minerar Bitcoins. As médias já são similares ou superiores a de países como Argentina, Emirados Árabes e Holanda, com forte tendência ainda para aumento de demanda e, consequentemente, de consumo.
Com esses números, não é surpresa que a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP, na sigla em inglês), que está ocorrendo na Suécia, tenha colocado os ccriptoativos em pauta nos debates referentes à economia.
A fala do Chanceler do Tesouro do Reino Unido, Rishi Sunak, do objetivo de “zerar a emissão de carbono de todo o sistema financeiro global” liga o sinal de alerta para os grandes mineradores, com destaque ainda maior para as cerca de 22% das criptomoedas mineradas que ainda não se baseiam em energia sustentável e contribuem para a emissão de CO² na atmosfera.
Respostas das Américas ao problema
O movimento de aceleração do processo nas Américas vem ganhando considerável força e servem de exemplo para o resto do mundo.
Medidas de criação de parques para captação de energia solar e seu posterior uso dedicado às atividades de mineração vão ganhando força nos Estados Unidos, com destaque para o audacioso projeto de US$ 4 bilhões em investimentos da Madison River Equity LLC, que pretende ocupar 6,5 quilômetros quadrados no estado de Montana.
Em El Salvador, país centro-americano que adotou o BTC como moeda oficial corrente e vem colhendo bons frutos, iniciou recentemente seu projeto de exploração da energia termoelétrica em vulcões da região para adquirir as própias coins.
Previsão de Preço de US Dollar Index
Toda nova análise de US Dollar Index à medida que é publicada, o sinal técnico de hoje e níveis-chave, preço ao vivo — em uma página.
Ver todas as previsões de US Dollar IndexE aqui no Brasil, a Exchange Mercado Bitcoin finalizou acordo com a Comerc, empresa especializada em gerência de energia limpa no país, que permitirá o desenvolvimento de tokens 100% sustentáveis. A novidade, esperada para ser iniciada efetivamente no começo de 2022, aparece justamente no momento de alta popularidade dos tokens no mercado.
