O que é melhor, investir em empresas de crescimento ou que pagam dividendos?
Dentre as grandes empresas listadas na bolsa brasileira, seriamente possível fazer uma classificação entre as empresas pagadoras de dividendos, que já estão bem consolidadas e distribuídas grande parte do seu lucro aos acionistas na forma de proventos, e também aquelas que reinvestem a maior do seu lucro para o próprio crescimento da empresa, o que acaba refletindo na valorização das ações com o passar do tempo. Isso acaba gerando a dúvida aos investidores, o que é melhor, dividendo ou crescimento? E que tal os dois?
As ações do setor de construção civil normalmente seguem ciclos, principalmente em um país como o Brasil.
Quando a economia está indo bem e a curva das taxas de juros está decrescente, as construtoras crescem de forma exponencial, visto que no Brasil existe um grande déficit habitacional e com a economia aquecida, e menores taxas de juros, as construtoras constroem e vendem muitas casas.
Porém, quando o número de desempregados aumenta, a inflação se elevando com os passar dos meses e a taxa básica de juros começa a subir, as construtoras pisam no freio, pois não podem queimar todo o caixa construindo imóveis que não serão vendidos a curto prazo.
Dúvida gera oportunidade!
É nos momentos em que o mercado está enfraquecido e que não se tem uma previsão muito clara a cerca do que virá a acontecer que surgem as maiores oportunidades.
Hoje, dia 29 de setembro, as ações da Eztec realizaram novamente um movimento de baixa, confirmando a perda do suporte gerado pelo segundo alvo e indo ao encontro do terceiro alvo da projeção do canal que foi perdido.
Com a queda de ontem as ações chegaram ao nível de preços alcançados em março de 2020, quando o mercado caiu como um todo devido a pandemia. Em relação ao topo histórico, alcançado em janeiro de 2020, as ações já caíram mais de 60%.
Porém, caso as ações caiam até a região de R$22,00, possivelmente permanecerão nesse preço, pois se trata de um suporte poderoso, conforme mostrado no gráfico semanal. A linha traceja se trata de uma região que já serviu como resistência em 2019 e foi testada como suporte em março de 2020, além disso, também coincide com o terceiro alvo de Fibonacci da projeção do canal que foi perdido.
Essa condição traz uma excelente oportunidade para compra, pois trata-se de uma empresa que vem entregando em torno de 6% ao ano em proventos e existe uma grande possibilidade de crescimento para os próximos anos.
Além do nível de preço das ações estar bem abaixo da média, sob a perspectiva da análise fundamentelista a empresa apresenta ótimos múltiplos, o que poderá fazer as ações voltarem a subir com força quando as condições econômicas do país melhorarem.
Sobre o Autor
Anderson é Mestre em Engenharia Mecânica pela UFSC, mas desde 2015 vem estudando e trabalhando com o mercado financeiro, a partir de 2019 passou também a atuar como educador financeiro ajudando outras pessoas a aprenderem técnicas e estratégias para se conhecerem e tirarem o melhor proveito do mercado. Apaixonado pela leitura, ela já leu centenas de livros relacionados ao mercado financeiro e desenvolvimento pessoal.
